
Um dos alvos da Operação Firewall, deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (25), foi preso em Sorriso, no norte de Mato Grosso, enquanto trabalhava nas obras de duplicação da BR-163.
A operação cumpriu 16 mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão em diferentes regiões do país. As medidas foram cumpridas nos estados do Pará, Tocantins, Bahia, Goiás, Ceará, Rio de Janeiro e Mato Grosso, além do Distrito Federal.
Em Sorriso, o mandado foi cumprido por equipes da Polícia Civil contra um dos investigados. O homem foi localizado enquanto trabalhava na obra de duplicação da BR-163 e recebeu voz de prisão.
A Operação Firewall é coordenada pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) da Polícia Civil do Pará, por meio da Divisão de Combate a Crimes Econômicos e Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCCEP).
Segundo as investigações, o caso começou em 19 de dezembro de 2023, quando o gerente financeiro de uma empresa do setor de telecomunicações recebeu uma ligação de uma pessoa que se passou por funcionário da área de tecnologia de uma instituição bancária.
Enganado, o funcionário forneceu as credenciais de acesso à conta da empresa. Na sequência, foram realizadas sete transferências bancárias não autorizadas, que totalizaram R$ 424,7 mil.
A análise das movimentações financeiras apontou que o dinheiro teria sido rapidamente distribuído entre diferentes contas. Conforme a Polícia Civil, os valores passavam inicialmente por contas utilizadas como passagem e, posteriormente, eram transferidos para outros beneficiários.
A investigação aponta que essa movimentação em cadeia teria sido utilizada para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam celulares, cartões bancários e dinheiro em espécie. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, até o limite do prejuízo identificado.
Os investigados são apontados como envolvidos em crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa.
A ação contou com a participação das Polícias Civis dos estados envolvidos, além do Distrito Federal e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
A operação tem como objetivo identificar e desarticular grupos envolvidos em crimes patrimoniais praticados por meio digital.
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