Geral Legislativo - MT
Comissão de Sáude estuda medidas jurídicas após construtora ignorar convocação
Deputados querem explicações sobre obras de hospitais regionais de Confresa e Tangará da Serra.
21/05/2026 09h42
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa - MT

O deputado estadual Dr. João (MDB) fez críticas à construtora Augusto Veloso após a empresa não comparecer à reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizada na terça-feira (19), para explicar os atrasos nas obras dos hospitais regionais de Confresa e Tangará da Serra. Segundo o parlamentar, a postura da empresa foi desrespeitosa com a Assembleia e com a população mato-grossense, já que os empreendimentos são financiados com recursos públicos.

A ausência da construtora ganhou ainda mais peso porque a comissão havia convocado a reunião justamente para discutir o andamento de obras consideradas estratégicas para três grandes regiões do estado. No encontro, os deputados receberam o diretor-presidente da Salver Construtora e Incorporadora Ltda., Sálvio Pedro Machado, responsável pela obra do Hospital Regional de Juína, mas não tiveram a mesma resposta da Augusto Veloso, responsável pelos hospitais de Confresa e Tangará da Serra.

Dr. João afirmou que a comissão esperava, no mínimo, uma explicação objetiva sobre os atrasos, para que os parlamentares pudessem prestar esclarecimentos à sociedade. “Nós estamos muito preocupados, porque as pessoas perguntam quando vão ficar prontos os hospitais. São três grandes regiões do estado”, declarou.

Ao comentar o ofício encaminhado pela Augusto Veloso, o deputado elevou o tom e disse que a empresa tratou a Assembleia com desprezo. “Infelizmente, uma dessas empresas, Augusto Veloso, tratou a Assembleia como um desdém, de uma forma até muito mal-educada, muito grosseiramente. Eles não têm noção do que representa um Poder Legislativo”, afirmou.

O documento enviado pela  construtora, na avaliação dos deputados, afirma que ela não teria satisfação a dar ao colegiado, o que gerou reação dos parlamentares. Dr. João disse que, diante da gravidade da resposta, a comissão vai acionar o setor jurídico da ALMT para analisar quais medidas podem ser adotadas a fim de obrigar os responsáveis a prestarem esclarecimentos.

“Acho que o mínimo que podem fazer é ter respeito. Precisamos esclarecer a população, entender os atrasos. Vamos mostrar para eles que precisam ter respeito com Poder Legislativo”, afirmou.

O parlamentar lembrou que  os hospitais são custeados com dinheiro do contribuinte e, por isso, precisam ser acompanhados de perto pela Assembleia Legislativa. 

“Possivelmente eles acham que, por ser uma empresa privada, não tem que dar resposta, mas o dinheiro é público, cada hospital desse são mais de R$ 100 milhões, é dinheiro de imposto da população, de imposto do povo, então tem que ter respeito, ter noção. É uma empresa praticamente centenária, eles deviam ter aprendido com o passar do tempo”, criticou.

Ao final, o deputado reforçou que o estado tem regras e instituições que precisam ser respeitadas, sobretudo quando se trata de obras públicas ligadas à saúde.

“Aqui em Mato Grosso as leis funcionam, eles têm que respeitar o Estado de Mato Grosso, principalmente a Assembleia Legislativa”, completou.

No caso de Tangará da Serra, a obra é uma das principais bandeiras defendidas por Dr. João ao longo do mandato. Para o parlamentar, além de cobrar prazos e transparência, a Assembleia precisa agir para impedir que a demora continue penalizando milhares de pessoas que esperam por uma estrutura melhor de atendimento no interior do estado.