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Comunicação pública deixa de ser acessório e vira estratégia de gestão

A comunicação deixou de ser acessória e passou a ser tratada como ferramenta estratégica na gestão pública nesta sexta-feira (27.03), no último dia...

27/03/2026 às 14h27
Por: Redação Fonte: Associação Mato-grossense dos Municípios
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Crédito: Vicente de Souza
Crédito: Vicente de Souza

A comunicação deixou de ser acessória e passou a ser tratada como ferramenta estratégica na gestão pública nesta sexta-feira (27.03), no último dia do II Encontro Mato-grossense de Municípios, em Cuiabá. A palestra e aula sobre o tema, ministrada pelo presidente da Associação Brasileira de Comunicação Pública, Jorge Duarte, colocou no centro do debate a necessidade de os governos se comunicarem melhor com a população para garantir efetividade nas políticas públicas.

Ele destacou que a comunicação é parte essencial do funcionamento do Estado e não pode ser tratada apenas como divulgação institucional.

“A comunicação é a base do funcionamento do Estado. Se o governo faz bem, mas não comunica bem, é como se não tivesse feito. A política pública precisa chegar ao cidadão e ser compreendida por ele”, afirmou.

Segundo ele, a principal diferença da comunicação pública em relação à comunicação tradicional está no foco. Enquanto muitas gestões ainda priorizam a autopromoção institucional, a comunicação pública exige mudança de lógica: sair do governo e ir em direção ao cidadão.

“A comunicação pública é voltada para o cidadão, para a cidadania. O erro mais comum é a instituição falar para ela mesma ou sobre ela mesma. O foco precisa ser o interesse público, aquilo que realmente impacta a vida das pessoas”, explicou.

Durante a apresentação, Duarte também destacou que a comunicação deve ser vista como instrumento de gestão, capaz de melhorar a eficiência administrativa e a relação entre poder público e sociedade.

“A comunicação não é algo que o gestor faz por gentileza. Ela ajuda o governo a funcionar melhor. Quando o cidadão entende as políticas públicas, participa e é ouvido, a gestão se torna mais eficiente e mais bem avaliada”, pontuou.

Ele comparou ainda a lógica da comunicação pública com a iniciativa privada, onde o foco está no cliente. No setor público, segundo o especialista, esse papel é ocupado pelo cidadão, que deve ter acesso à informação de forma clara, transparente e útil.

A inclusão do tema na programação do encontro foi vista como um avanço, ao reconhecer a comunicação como parte central da administração pública, especialmente em um cenário em que a transparência, o acesso à informação e a participação social ganham cada vez mais relevância.

Ao final, a palestra reforçou um recado direto aos gestores: não basta executar políticas públicas, é preciso garantir que elas sejam compreendidas e cheguem, de fato, à população.
 

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