
A oferta do método contraceptivo intradérmico (Implanon), em todas as unidades básicas de saúde (UBSs), reduziu em 35%, o número de adolescentes grávidas, nos últimos dois anos, em Lucas do Rio Verde.
Em 2023, segundo relatório do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (Sinasc), o município registrou 188 casos de gravidez na adolescência, em 2024, 144 e no ano passado, 114 mulheres, com idades entre 14 e 19 anos.
A secretária municipal de Saúde, médica especialista em Medicina de Família e Comunidade, Fernanda Heldt Ventura, ressaltou a importância dos resultados, que vão além da questão social.
“Não é somente a questão financeira, de ter uma estrutura familiar para receber uma criança, tem toda a questão de saúde, saber se o corpo dessa adolescente está preparado, o psicológico e o emocional para gerar uma vida”.

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O método é ofertado no município desde outubro de 2023 e já foram implantados mais de mil dispositivos. A aquisição foi realizada por meio do Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires, com investimento de pouco mais de R$ 700 mil, em 1.500 dispositivos.
Segundo a médica, especialista em Medicina de Família e Comunidade, Yohanna Faustino, o Implanon age liberando lentamente o hormônio etonogestrel (progesterona), que impede a ovulação e evita a gravidez.
O dispositivo é colocado em um dos braços, com o uso de anestesia local. O procedimento é realizado nas unidades de saúde. Antes da colocação, a paciente passa por consulta médica, realiza os testes rápidos e recebe todas as orientações.
“A colocação é simples, menos de dez minutos. O método tem duração de três anos e uma reversibilidade rápida. Muito eficaz, com mais de 99% de segurança, muito mais seguro que uma laqueadura”, explicou a médica.

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A assistente de marketing Maria Eduarda Prates colocou o dispositivo em 2024, na época, solteira e com 17 anos. Hoje, casada, ela contou que utiliza apenas o método para evitar a gravidez.
“O Implanon é show! É uma tranquilidade não ter que me preocupar, se eu tomei ou não o comprimido. Eu sonho em ser mãe, mas sei que esse não é o momento certo. Tem o trabalho, a faculdade, é uma correria louca e eu sou muito nova ainda”.
Desde dezembro do ano passado, o método contraceptivo intradérmico é ofertado pelo Ministério da Saúde. O dispositivo é indicado para mulheres em idade reprodutiva, até 49 anos.
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